Deputado se reúne com moradores ameaçados de despejo e promete apoio jurídico em Cuiabá

Mais de 650 famílias podem ser afetadas por decisão judicial que determina reintegração de posse


em 14/04/2026 às 12:51 hs

Deputado se reúne com moradores ameaçados de despejo e promete apoio jurídico em Cuiabá
Assessoria

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Diante da ameaça de despejo que atinge centenas de famílias em Cuiabá, o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, se reuniu na tarde desta segunda-feira (13) com moradores do Residencial Villas das Minas e dos condomínios Lavras do Sul I e II.

A crise teve início após decisão do juiz Márcio Aparecido Guedes, da Primeira Vara Cível de Cuiabá, que determinou a reintegração de posse em favor da empresa Trunk Gestão Empresarial Ltda.. A medida envolve imóveis ligados à massa falida da Trese Construtora, em um processo que se arrasta há quase 30 anos.

Segundo os moradores, muitos ocupam os apartamentos de forma legítima há décadas e chegaram a concluir as obras com recursos próprios após a falência da construtora.

Durante a reunião, o parlamentar anunciou que a Procuradoria da Assembleia Legislativa ingressará no processo como amicus curiae (amigo da corte), com o objetivo de oferecer suporte jurídico e técnico às famílias e buscar uma solução conciliatória.

“A Assembleia estará ao lado de vocês nessa luta. Vamos buscar uma solução humana e justa. Não podemos permitir que mais de 650 famílias sejam retiradas de seus lares sem ter para onde ir”, afirmou o deputado.

Além disso, Max Russi informou que pretende buscar diálogo com a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, para apresentar a gravidade da situação e tentar suspender a ordem de despejo, que prevê inclusive o uso de força policial.

Para os moradores, o encontro representa um reforço na luta contra a desocupação. Muitos relatam que adquiriram os imóveis antes da falência da construtora e ficaram sem respaldo ao longo dos anos. “São trabalhadores que estão sofrendo. Esse apoio nos dá esperança”, afirmou uma moradora durante a reunião.

 

A equipe jurídica da Assembleia deve acompanhar o caso e atuar na defesa das famílias, buscando garantir o direito à moradia diante da disputa judicial envolvendo os imóveis, intensificada após leilão realizado em 2024.



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